quarta-feira, 2 de março de 2011

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...e ele continuava a falar, calmo mas ritmado dizia do desconforto, do desrespeito que sentia ao visualizar o universo político atual. em suas palavras:

"... gostaria que ouvissem com atenção, vcs todos reunidos aqui, seja situação, oposição, legislativo, executivo, imprensa, profissionais, agentes políticos com ou sem mandatos, lideres de movimentos, cidadãos como eu:  o trabalho que existe a ser feito, não permite esse tempo disperso com a guerra da politicagem, da "bipolaridade de projetos ideológicos"? WTF!! .
o alinhamento que vive-se no momento, nunca existiu. a convergência da gestão administrativa dos principais responsáveis pelo desenvolvimento e prospecção de melhora real do estado, apresenta a maior oportunidade da história.

na mesma corrente temos presidente da republica, que tem amplo interesse em dar suporte ao estado. governo do estado com aval popular, maioria na AL, apoiando a prefeitura da capital, essa com total maioria na câmara. senadores muito bem posicionados, alguns bons deputados, bem bons mesmo. turismo em alta, estrutura estabelecida do estado e municípios em franco crescimento e adequação as novas reais demandas. então são inconcebíveis tais condutas e afrontas.

e não é que tenha lado isso. todo mundo erra e erra feio. ou ao menos tem errado. 

veja bem, a gestão anterior quebrou a máquina? Deus do céu, terrível isso concordo, é anti republicano, é baixo é lamentável; mas abaixe a cabeça e trabalha ué!! vai fazer oq? ficar chorando, noticiando as barbáries e absurdos?? pára com isso amigo, abaixa essa cabeça e realize o necessário. esquece a coreografia irmão e joga o jogo. é como o técnico que reclama por que o time começou o jogo e o juiz expulsa indevidamente seu capitão com 10 minutos do primeiro tempo. "mas o juiz prejudicou minha equipe!" aí ele passa o jogo todo reclamando do juiz, dizendo pra ele expulsar o adversário a cada falta marcada, acaba com o equilíbrio emocional de seu próprio time e torcida. sem nunca ter acalmado a equipe, sem ter trocado seu game plan, reposicionado suas melhores peças, e explorado o novo momento e o maior espaço em campo. a mim num desce isso! eu sou profissional, tenho que realizar meu trabalho independente das condições, se eu tenho um cenário adverso, vou adaptar a atuação, remanejar minhas metas, mas jamais ficar lamentando e propagando o lamentável.

a oposição o trabalho de melhorar o governo, o fazer ser mais eficiente, transparente, ático,  ético e igualitário. minha sensação é de que por serem o lado que de certa forma tem sido responsabilizado pela calamidade financeira do estado, quando eram os gestores, respondem com ataque. e atacam pra defender-se. e a guerra volta a esquentar, e ricocheteia em todos os âmbitos. abaixem também a cabeça e trabalhem! por que não? reavaliem-se enquanto gestores, reciclem-se se esse for o caso. assumam equívocos e permitam que a gloria devida seja apontada pela historia. trabalhem pra isso, abaixem a cabeça e também trabalhem muito. a filosofia da antagonia politica é simples e singela, melhorar o agente executivo, algo que não temos a menor ideia de como fazer, ou se temos, a esquecemos nos anais de nosso conhecimento frente a interesses pessoais por vezes inconfessáveis.

somamos a isso, o bom relacionamento politico com nossos estados vizinhos, tbm as perspectivas de eventos internacionais de grande porte, aumento de fluxo aereo em nosso aeroporto, sua melhor estrutura instalada, melhor capacitação de profissionais de atendimento nos pólos turísticos, bom momento imobiliario, e assim temos a certeza da necessidade de realizações. trabalho mesmo, e muito. é trabalho de transformação no escopo mais amplo da estrutura. transformação de filosofia. capacitação, evolução, reposicionamento, estruturação, excelencia devem se sobrepor a amparo, auxilio, combate, contigencia e calamidade.

isso em suma é o que deve ser feito. agora qual de vcs vai olhar no meu olho e dizer que tempo precioso não vem sendo desperdiçado, rusgas e feridas esgarçadas, e muita energia sendo gasta com essa guerra e não com o trabalho??? somos um estado pobre, uma sociedade amedrontada pela violencia, usuarios de saude e transporte carentes e semi-capengas até em alguns rincões, analfabetos do sistema de ensino, mas quando e enquanto eleitores somos todos muito importantes,  costumam nos dizer, ou ao menos nosso voto assim o é."


e finalizou assim, esclarecendo aos presentes que ja questionavam aquela altura quem seria aquele jovem com sotaque diferente:


" eu não tenho partido, não sou laranja, nem vermelho, nem azul, não nasci aqui, não sou da terra, mas aqui vou viver todos os dias de minha vida, apesar de voces."


 
numa audiencia publica qualquer, ou não, como diria Cleber Machado

foto ilustrativa

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